///XAMÃ A VOZ OCULTA DAS MATAS///

# Desde que o homem pisou sobre a terra fria – ele passou a conviver com as forças sagradas da mãe natureza, e também com as forças cósmicas.  Então, o homem sentiu a necessidade de buscar o desconhecido. Mesmo, sob a forte pressão das coisas do mundo – e, ainda, bloqueado pela mente material, absorta no ilusionismo do mundo> Ele tenta encontrar o gatilho, que dispara a sua natureza espiritual.

                                         Esta busca começou nos inícios dos tempos – porque, a própria natureza espiritual humana, fez o homem sentir a energia que circundava, pairava, e o envolvia no ambiente natural da natureza.   Porque, tudo a volta do homem, plasmava-se na magia e na energia.  E, no meio de tudo isto, já havia a grande batalha do bem contra o mal – pois, foi as constantes batalhas tribais – que fez o homem mergulhar nos conhecimentos mais profundos do espírito.

O Xamanismo data de milhões de anos – da idade da pedra.  Vários, foram os povos antigos que conviveram com este conhecimento – mas, no passar dos séculos e milênios, o xamanismo voltou ao conhecimento do homem, através, principalmente dos indígenas – as forças sagradas das matas, escolhem aqueles que dentro de uma tribo ou vindo através da raiz familiar para das continuidade as suas ordens no conhecimento da pajelânça – por serem os índios os mais próximos da natureza dos espíritos das matas. E, por terem nascidos no interior das matas fechadas.

Bartho e o conhecimento além da vida do mundo

  Essa luta é mais antiga do que podemos imaginar.  E, no centro desta batalha espiritual – o homem ganhou como parceira, as forças sagradas da natureza, que ao lado dele, lutava para manter o homem vivo no solo da terra fria. Mas, o homem esqueceu -se daquela que sustentou a humanidade, até os dias atuais. Expondo-a ao desequilíbrio, e ao caos – pois, práticamente a terra vive um colápso – movido pela ambição humana – porque, mesmo sendo filho da luz – cuja essência é divina – mas, infelizmente, devido a modernização do humanidade, o progresso avançou, cresceu através da ciência, tecnologia e arquitetura.  

                                       No entanto, espiritualmente o homem “involuiu” – perdendo-se de sua verdadeira essência, como espírito – que ele é.  E, com o passar dos séculos, a consciência do SER, afroxou-se de sua natureza interior, como também dos braços da mata virgem> criando uma selva de pedra e tendo de lutar para o seu sustento – mergulhando no obscurantismo de seus sentimentos egoísticos e predatórios – vivendo então, mais sobre a égide dos “legalistas” de suas regras e dogmas religiosos.

                                         Neste espaço de tempo, desagregou-se de sua verdadeira identidade como espírito, mesmo que, vivam numa sociedade – o espírito ainda, é maior que o corpo.  E, no meio de todas as denominações religiosas – o homem buscou encontrar o caminho ditado por seu coração.  Aonde a natureza – foi o primeiro caminho em que o homem aprendeu a dar os seus primeiros passos na espiritualidade – através do xamanismo, pagelança.

                                         Hoje, muitos buscam o caminho do xamanismo – porque, virou “moda” mas, nem todos estão hábitos, prontos a ingressar nesse caminho.  Porque, até mesmo, entre os índios – nem todos possui a competência para ser um Xamã.  Pois, quem decide, não é o homem, (é o espírito da mata, da natureza) eles, é quem traz o nome do índio a ser colocado no posto de pagé ou xamã, como queiram – ou então, por direito.

                                      Um xamã, não ensina a um “estranho” seus conhecimentos, trazidos pelos sagrados sêres da natureza, nem mesmo, para os de sua aldeia. O xamã vive em funsão dos espíritos da mata – forças de cura – encantos, encantados, mistérios, que o homem branco, nunca intenderiam, porque, a natureza deles, fogem da realidade da consciência do espírito indígena.

                                         Jamais um homem da cidade, seguiria o (chamado dos espíritos da selva) porque estão presos, condicionados ao sistema e as letras. E, a sua fé é superficial ao verdadeiro caminho espiritual.  

                                            Numa aldeia> o sacrifício de seus fundamentos e de seus ensinamentos, são muito duros para uma pessoa despreparada da vida das matas – que nada conhece das intempérieis da natureza. Isto é muito complexo, a fé e ao raciocínio do homem civilizado.  Até, mesmo, entre os índios, acostumados com as matas virgens – e, aos obstáculos nela encontrados, torna-se uma tarefa muito difícil.  Em verdade, quando se vive no interior de uma floresta – (é indispensável a comunhão com os seres da mata e seus cíclos – observar, contemplar, se adaptar, contribuir e usufruir do melhor de cada um deles) 

                                       Dessa maneira é possível enxergar a luz dos ensimentos divinos, o seu poder, atos ou fenômeno que a natureza nos mostra em suas manifestações.   Mas, infelizmente, determinados conhecimentos – trazidos à tona da humanidade, sem ter ela o preparo ou entendimento do que seja os mistérios que permeiam a vida no corpo ou no espírito. Esses, ensinamentos, chegam diante do homem cego, mas, curioso, em conhecer aquilo que ele não entende – apenas ouve a palavra, entra por um ouvido e sai pelo outro.  Na verdade, esses conhecimentos, somente é trazido ao homem da cidade, com o interêsse em se ganhar dinheiro, não em ajudar ou salvar o próximo.

                                       Esses, ensinamentos destribuídos em livros, tentando mostrar como tornar-se um xamã – creio, ser isto um engôdo.  Quem de fato, conhece a lei – sabe, que, não é qualquer um que vai conhecer ou saber, como ser ou tornar-se xamã.  Porque, quem comanda não é a vontade humana – mas, a vontade do espírito.  Senão, até mesmo nas tribos, qualquer um seria pagé ou xamã.  O que está sendo ensinado, é apenas “um passo) do que é a verdade. Porém, não será dado a permissão ou o direito para ensinar os ” passos seguintes”

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                 Os espíritos da natureza, sabem a quem pode dar o acesso a entrada dos “mistérios da Cura” e do real conhecimento de seu animal de poder – dos astros, elementares e dos quatro elementos da terra. Os curiosos, somente alcançam a porta da mata – mas, com certeza, não será aberta para eles entrarem.  A mata tem mistérios, segredos que não é qualquer um que possui à coragem para enfrentá-los.

                                      O verdadeiro XAMÃ> e o próprio xamanismo, é aprendido dentro das matas – entre os bichos, sob a força de seus rugidos> não será o branco, nascido na selva de pedra, que irá, entender a realidade dos podêres xamânicos.     (BARTHO)

E-mail do autor (luzbartho@hotmail.com)

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